Talvez esta seja a dúvida cruel que pode ou, nos impulsionar para começar ou para dar aquela desanimada… Mas calma, lá! A ideia aqui é fazer com que você se anime a começar, seja onde estiver, seja com o que tiver também!

Aliás, isso foi algo que aprendi numa palestra sobre Alta Performance.

E sabe qual é o segredo da Alta Performance? É justamente começar com o que você tem e fazer o que deve ser feito com isto.

Ficou chocada? Pois é…
Dizem que o maior empecilho para irmos adiante é o tal do Se…

Ah…

Se eu pudesse…
Se meu dinheiro desse…
Se eu tivesse isso…
Se eu pudesse aquilo…
Se a situação fosse outra…
Se eu tivesse outra realidade…
Se eu tivesse condições!
Se eu pudesse voltar ao passado…
Se…

Quem nunca na vida já não passou por algumas dessas situações?Achávamos que se tivéssemos aquela roupa poderíamos ir então àquela festa. Se tivéssemos aquele carrão poderíamos então frequentar aquela vizinhança. Se tivéssemos aquele dinheiro poderíamos então fazer aquela pessoa feliz. E nada na vida nos paralisa mais que os dilemas que muitas vezes criamos…

Por isso, quero de compartilhar com você uma experiência pessoal.

Tive uma separação muito difícil em 2008, litigiosa e cheia de perdas, tanto materiais como pessoais. Saí no meio da madrugada só com a roupa do corpo e por não saber para onde ir, deixei meus dois filhos adolescentes com o pai, chorando com minha partida.

Para alguém que estava com uma vida estabilizada, sair desta forma, deixando carro, celular e duas vidas, foi algo bem complicado. Ainda hoje sinto o reflexo dessa dor deixada em todos nós, tanto ao meu ex-marido, quanto os meus filhos.

Naquela noite, depois de dormir na estação por uma hora até que ela abrisse, lembro que quando finalmente entrei num vagão, exausta, me deixei descansar ali. Como não tinha rumo, me vi de um lado para o outro por várias estações, pensando a todo tempo para onde iria e o faria a partir daquela situação inesperada. 

E pasme, como senão bastasse, fui despertada por um homem desconhecido do meu lado, tentando e se aproximando cada vez mais mexer nos meus seios. Dizem que até melhorar, tudo piora, e isto, não poderia estar acontecendo em pior momento. Fiquei sem reação, não consegui gritar, algo que faria com certeza hoje, e a única coisa que consegui fazer de imediato foi me afastar o máximo que podia daquele homem.

Por que estou compartilhando isto com você?

Para te exemplificar que quando estamos tão fragilizadas, com a nossa estima tão baixa, é fácil nos deixarmos levar pela a situação, cogitando até que somos merecedoras dela.

Isso não é verdade.

A verdade é que quando nós perdemos a consciência de nosso valor, nos sentimos desmerecedoras de tudo de bom que a vida pode nos oferecer. E acredite, há muito que ela pode de forma abundante e gratuitamente nos ofertar! 

Não sei se é o seu caso agora. Não sei quais são as lutas que você está enfrentando neste momento, mas posso te afirmar que tudo, exatamente tudo nesta vida é passageiro, é de fato algo que passado o furacão vamos ter um lampejo de aprendizado e autoconhecimento. Por isso, a função deste texto hoje é fazer com que você pegue tudo o que você juntou até aqui: suas dores, suas mágoas, suas aventuras, suas desventuras, suas lágrimas de riso e tristeza e faça delas, ARTE!

Fonte:  Paulo Vitale/VEJA

Isso me lembra um conselho muito sábio, dessa mulher extremamente sábia, chamada UTE CRAEMER.

Tive a oportunidade de estar com ela algumas poucas vezes e sempre que pude não deixei a oportunidade de passar ao pedir conselhos para as mais variadas situações da vida. Experiente e humana como ela é, lembro de ouvir sua voz ecoando na resposta da pergunta que fiz pessoalmente a ela durante o Fórum Social Mundial que tive a oportunidade de participar em Março de 2018.

Eram dias difíceis, tais quais havia passado há 10 anos atrás, estava cheia de incertezas, adoecida, depressiva e sentindo-me traída por mim mesma, por meus sentimentos e até por pessoas muito próximas que haviam traído minha confiança.

Então abrindo meu coração, perguntei a Ute se ela já havia passado situações como estas e de que forma ela reagiu à essas traições de forma que ainda pudesse continuar a fazer o que fazia com o mesmo amor às pessoas.

Transformando minha dor em ARTE!

Disse sem titubear ela.

Nem consigo expressar em palavras o quanto ouvir isto foi impactante, especialmente vindo de alguém com uma história de tamanha superação como ela. Foi um imenso divisor de águas a forma como Ute me fez entender que estava perdendo tempo me lamentando pelo que não estava dando certo, quando na verdade poderia estar aproveitando o momento para produzir, documentar, registrar!

Não, não estou falando das nossas lamentações em posts de Facebook ou mesmo as longas conversas de reclamações com os amigos próximos.

Percebi ali naquele exato momento que não existe nada melhor que transformar tudo o que vivemos em algo que ficará para sempre e o melhor de tudo, para a posteridade.

E não tem sido assim ao longo da história?

Van Gogh, um dos maiores expoentes do pós-impressionismo, só pôde ver o sucesso após a sua morte. Durante a sua vida, dizem que a arte lhe servia de ferramenta de sobrevivência em meio a uma vida agitada e instável por conta de sua saúde emocional e psicológica abalada.

Beethoven produziu cerca de 200 obras como sonatas, sinfonias, concertos, quartetos para cordas. Não sofreu com o não reconhecimento em vida como Van Gogh, contudo, tinha um pai alcoólatra que o obrigava a estudar por horas. No auge de sua carreira, por volta de 1800, o compositor começou a sofrer problemas auditivos em consequência de uma doença degenerativa, que o levou a pensar em suicídio.

Eu sei, talvez você esteja lendo tudo isso e possa estar pensando que nunca chegará ao patamar desses dois exemplos que trouxe aqui. Mas a pergunta que quero deixar para você é: quem te garante isso?

Quero enfatizar que isso não é uma cobrança mas uma espécie de questionamento em forma de alerta:

E se, somente estes dois exemplos deixassem de transformar suas dores em arte, entende que jamais seríamos agraciados com tamanhas obras de arte!? Profundo não…

Pasme, há alguém neste exato momento precisando ouvir a sua dor transformada em ARTE, seja ela uma música, um poema, uma tela ou mesmo um texto num blog como este.

Por isso eu quero te convidar a, sem pressa, no seu tempo, nos seus momentos de inspiração, olhar pela janela, deixar-se ir pelos pensamentos, e inspirada pelos mais variados sentimentos, começar a colocar para fora tudo aquilo que está aí, bem aí dentro de você!

E você não vai precisar de muito para começar. Tudo o que você vai precisar será algo para gravar isto, que pode ser o gravador do seu celular se você preferir falar, ou o teclado de um computador se tiver, ou quem sabe ainda, o aplicativo Google Translate, usando o microfone para falar e ali mesmo transcrever, ainda que seja em outro idioma, o que aquele exato momento trouxe de lembrança e aprendizado.

E depois?

Bem, depois você me chama. Que terei imenso prazer em te ajudar a compilar tudo isto e quem sabe, num futuro, tudo isso, possa virar até, um belo e surpreendente livro?

Beijo, nos vemos!

Uma resposta para “Mas, e por onde eu começo? Ou melhor, por onde eu recomeço?!”

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